sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

LACOSTE


Esta é uma das grifes mais cultuadas por homens modernos e com certeza muitos tem nem que seja uma unica peça. Não posso esquecer que também tem a linha feminina que é linda.
A Lacoste foi fundada pelo tenista René Lacoste juntamente com André Gillier em 1933. O tenista tinha sido apelidado de "Le Crocodile" pela imprensa americana durante a Davis Cup (Ou Taça Davis é um evento internacional de tênis masculino.) em 1927, por causa de uma aposta que valia uma pasta de pele de crocodilo. O animal acabou virando o símbolo da marca.

No ano de 1963, René Lacoste passou o controle da marca a seu filho, Bernard Lacoste. A partir dos anos 90 a popularidade da Lacoste estava em queda, até que o estilista francês Christophe Lemaire ter tomado a direcção criativa da Lacoste, ele modernizou a marca, mantendo o estilo criado por René.

Em 2005, quase 50 milhões de produtos Lacoste eram vendidos em mais de 100 países. Este fato também se deve aos contratos que a Lacoste fez com vários tenistas para representarem a marca, tais como o americano Andy Roddick, o suíço Stanislas Wawrinka, o aposentado tenista francês Fabrice Santoro e o também francês Richard Gasquet.

Também apostaram no mundo do golfe, fazendo um contrato com o golfista bi-campeão do Major Championships, José María Olazábal. Bernand Lacoste passou a presidência da Lacoste ao seu irmão mais novo, que já trabalhava há vários anos na marca. Bernard morreu em 21 de Março de2006.






Página oficial http://www.lacoste.com/

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS(LEITURA OU CINEMA)

Ouvir a Morte narrando de forma apaixonante a vida Liesel Meminger, faz a gente pensar a cerca das coisas mais frugais da vida. Noutros instantes imaginamos a força de vontade que cada um de nós pode ter quando lutamos pela sobrevivência. A descoberta da leitura em meio a guerra. A visão de uma pilha de livros sendo incendiados durante o aniversário de Hitler( ou Führer como era chamado).


Mas as descobertas não param por ai, pois esta bela menina amadurecerá e nos levará numa narrativa simplesmente divina. Em meio ao senário da segunda guerra mundial vamos questionando sobre o peso real do espirito de cada um de nós. Nosso verdadeiro valor.

O livro que virou filme estreou recentemente nos cinemas do Brasil. E posso dizer que a adaptação ficou realmente perfeita. 

O LIVRO
AUTOR: MARKUS ZUSAK
EDITORA: INTRINSECA
GÊNERO: ROMANCE


O FILME
LONGA-METRAGEM
CLASSIFICAÇÃO LIVRE
TITULO ORIGINAL: The Book Thief Movie
DIREÇÃO: BRIAN PERCIVAL
ELENCO:
Liesel (Sophie Nélisse)
Hans Hubermann (Geoffrey Rush)
Rudy Steiner (Nico Liersch)
osa Hubermann (Emily Watson)
Max Vanderburg (Ben Schnetzer)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

AS MULHERES DO 6º ANDAR


A Paris dos anos 60 está sofrendo mudanças sociais. Uma delas é o número crescente de empregados de origem espanhola disponíveis para contratação. A família de Jean-Louis Joubert, vivido por Fabrice Luchini, está vivendo de perto essa "invasão espanhola". 

Ao lado de esposa Suzanne, Joubert leva uma típica vida burguesa no filme "As Mulheres do Sexto Andar", mas quando a antiga empregada do casal decide deixar sua casa eles conhecem de perto esses novos trabalhadores.
 

A nova funcionária é Maria, interpretada por Natalia Verbeke, que mora com a tia e outras conterrâneas em apertados quartos no sexto andar do prédio em mora a família parisiense.Um grupo de mulheres encantadoras, cada uma com suas particularidades e de hábitos simples. 

Toda a alegria e simpatia das espanholas acaba contagiando Joubert e isso os aproxima bastante mesmo sem a aprovação da família. O contato com essas mulheres o faz repensar sua vida e descobrir novas emoções. Uma grande mudança esta por vir. Então deixe-se levar por esta emocionante comédia...

DIRETOR: Philippe Le Guay
ELENCO: 

Fabrice Luchini
Sandrine Kiberlain
Natalia Verbeke
Carmem Maura
Lola Dueñas
TITULO ORIGINAL: Les femmes du 6eme etage 
GÊNERO: Comédia
Ano: 2011
Duração: 104 min
Classificação: 12 anos

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O ESPELHO (DI PLURAL)



O texto é muito intrigante. Numa hora um ser disforme que transmuta em outro. Não sei se é homem ou mulher, grande ou pequeno, mais sei que o texto é forte e encantador. No vislumbre refletido num espelho por infinitas vezes. Um ser virado do avesso e exposto num lirismo impar. Questionar-se sobre a própria existência. O Eu que quer respostas. Despindo ID, EGO e SUPEREGO. Nada que ele venha a fazer é convencional. Este é um mergulho poético na interpretação vertiginosamente sedutora.

Para quem nunca teve a chance de ver este gigante do teatro Brasiliense, este é o momento. Este é o espetáculo que vai cair nas graças de cada espectador. Não tem como não se apaixonar por Gael Di Plural.


FIGURINO, MAQUIAGEM E TEXTO: Gael Di Plural
DIREÇÃO: Thiago Casado
PRODUÇÃO: Kika Oliveira e Gleyce Lima
DE 1 a 23 de Fevereiro
HORÁRIO: Sábados as 20 e Domingos as 19h

Teatro do Brasília Shopping - SCN Quadra 5
INGRESSOS: R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Meia)
INGRESSOS NA BILHETERIA DO TEATRO
INFORMAÇÕES (61) 2109-2122 e www.brasiliashopping.com.br

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Olive Pickers ("Colhedoras de Azeitonas")


Faz parte de a uma série de três quadros pintados por Van Gogh em 1889 chamada "Women Picking Olives" (tradução livre: "Mulheres Colhendo Azeitonas"), do pós-impressionismo. Todos eles têm a mesma temática, divergindo apenas nos tons das cores usadas. 

Nome: Olive Pickers
Autor: Vincent Van Gogh
Ano: 1889
Tamanho: 73 cm x 92 cm
Técnica: óleo sobre tela
Pósimpressionismo

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

UMA ESTRANHA SIMETRIA (Audrey Niffenegger)



Quando Edie, a irmã gêmea de Elspeth, recebe a notícia de sua morte, vem junto uma surpresa: ela deixou para as sobrinhas o seu apartamento com vista para o imponente cemitério Highgate, em Londres – com a condição de que as duas vivam lá por um ano. Quanto a Edie e seu marido, Jack, o testamento estipula que não podem acompanhar as meninas na mudança nem entrar no apartamento.

As gêmeas Julia e Valentina, de 20 anos, têm uma forte conexão, como se espera de irmãs condicionadas à presença uma da outra desde o útero. Situação muito diferente da que vivia sua mãe e sua tia, Elspeth: não se viam há 21 anos, e viviam a um oceano de distância. As meninas nunca tinham estado em Londres. Nunca haviam saído dos Estados Unidos. Londres era a terra de sua mãe, mas Edie e Jack raramente falavam sobre o assunto. Agora, Edie era americana – tinha se tornado nativa, ou quase isso. A família Poole morava em um subúrbio de Chicago que fingiu, em seus primórdios, ser uma aldeia inglesa.

Mas a descoberta de que estava prestes a morrer, faz com que Elspeth quisesse se aproximar de suas sobrinhas. As razões da tia, desvendadas pouco a pouco, são inusitadas e inesperadas. Em uma carta endereçada as gêmeas, ela revela: “Eu esperava conhecê-las algum dia, mas isso não vai acontecer. Talvez vocês estejam se perguntando por que estou deixando todos os meus badulaques para vocês e não para a sua mãe. A melhor explicação que posso dar é que me sinto bastante esperançosa em relação às duas. Fico curiosa em saber que proveito poderão tirar da situação. (...) Talvez vocês considerem minhas condições um pouco duras. (...) Não estou tentando semear discórdia na sua família. Estou tentando proteger minha própria história. Uma coisa ruim sobre estar à beira da morte é que comecei a sentir que minha vida está sendo apagada. Outra coisa ruim é que não vou conseguir descobrir o que vai acontecer depois”. É assim que Julia e Valentina, segunda geração de gêmeas da família Poole, partem rumo a uma experiência transformadora.

Audrey Niffenegger
EDITORA PONTO DE LEITURA 
500 PÁGINAS
LANÇAMENTO: 03/08/2012

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

BRIDGET JONES: LOUCA PELO GAROTO

Logo que foi lançado, O diário de Bridget Jonesconquistou uma legião de fãs e se tornou a voz de toda uma geração de mulheres modernas, de trinta e poucos anos, divididas entre a esperança de encontrar o verdadeiro amor e as frustrações dessa busca. Mulheres que, como Bridget, precisam se desdobrar entre as realizações profissionais e os cômicos percalços que mancham seu currículo, entre as exaustivas demandas familiares e as farras com amigos, entre os cuidados com a silhueta e o prazer de devorar cinco barras de chocolate antes do café da manhã.
Catorze anos após o último livro, Bridget Jones: No limite da razão, nossa heroína retoma seu diário abandonado e mostra que continua a mesma, e ainda mais viva - e ativa - do que nunca. O tempo se encarregou de trazer à sua vida outros dramas e dilemas, mas não levou embora seu jeito estabanado e a personalidade luminosa sem a qual ela não poderia enfrentar os momentos comoventes que a aguardam. Além de não descuidar da balança e manter-se longe dos cigarros, agora ela também precisa se preocupar com sites de relacionamentos, o número de seguidores no Twitter e os perigos de trocar mensagens de texto depois de algumas taças de vinho.

Ainda às voltas com os amores, Bridget tropeça em novas confusões e tenta em vão se esquivar das gafes que ajudaram a consagrá-la como uma das personagens mais divertidas da literatura feminina contemporânea, enquanto figuras antigas e recentes desfilam por sua vida - sobretudo um garoto misterioso que vem para balançar seriamente suas certezas.

Bridget Jones: Louca pelo garoto traz um desfecho inesperado para a história que já conhecemos, sem deixar de abrir portas a outras aventuras. Leitura obrigatória para qualquer mulher de hoje, o romance é um retrato fiel e bem-humorado das tribulações ao mesmo tempo trágicas e risíveis que compõem nosso dia a dia.

HELEN FIELDING
É autora de O diário de Bridget Jones, considerado pelo jornal britânico The Guardianum dos dez romances que melhor definem o século XX, e de Bridget Jones: No limite da razão. Também colaborou com o roteiro das adaptações de seus livros para o cinema. Bridget Jones: Louca pelo garoto é seu quinto romance. Helen Fielding tem dois filhos e vive entre Londres e Los Angeles.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"MENINO DE OURO"

Menino de ouro 

Abigail Tarttelin



A família de Max não permitiria nenhum desvio na imagem perfeita que havia construído. Karen, a mãe, é uma advogada renomada, determinada a manter a fachada de boa mãe, esposa e profissional. Steve, o pai, é o exemplo do chefe de família presente em sua comunidade, favorito a um importante cargo público. O ponto fora da curva é Daniel, o caçula, que, para os padrões da família Walker, é “estranho”: não é carinhoso, inteligente ou perfeito como Max.


Melhor aluno da escola, capitão do time de futebol, atlético, simpático, sucesso entre as garotas: Max, o primogênito, é o menino de ouro. Ninguém poderia dizer que sua vida não é perfeitamente normal. Ninguém poderia dizer que Max esconde um segredo. Ele é diferente, especial. Max é intersexual: nasceu com os dois conjuntos de cromossomos, XX e XY e, portanto, é menino e menina. Ou nenhum dos dois.

É a partir do olhar de cada pessoa que orbita a vida de Max que a autora Abigail Tarttelin compõe a sua narrativa emMenino de Ouro. Cada uma das personagens esboça seu dia a dia, suas inseguranças e conquistas, e, principalmente, seu relacionamento com Max.

Apesar da dimensão de seu segredo, Max parece à vontade com sua vida. Seus questionamentos sobre sexo, relacionamentos e até sobre rejeição são tantos quanto um adolescente de 15 anos poderia ter. O cenário muda drasticamente quando Hunter, seu melhor amigo desde a infância, volta do passado e abusa de sua confiança da pior maneira que poderia.

Max se vê forçado a explorar seu segredo radicalmente, e percebe que muito mais foi escondido desde o seu nascimento. Por que sua família nunca conversou sobre suas opções? Quais eram elas? Como seria seu futuro? Como os outros lidariam com ele agora: seus amigos, seus parentes... Sua namorada? Quem é Max, realmente?

Título: Menino de ouro
Autor: Abigail Tarttelin
Gênero: Romance
Tradutor: Cecilia Giannetti
Páginas: 384
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 978-85-250-5501-9
Preço sugerido: R$ 39,90

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

MESTRES DO RENASCIMENTO - OBRAS PRIMAS ITALIANAS (CCBB BRASILIA)

LEDA E O CISNE - LEONARDO DA VINCI

A exposição conta com cinquenta e sete obras maravilhosas. O Renascimento Italiano foi um período de grandes mudanças e conquistas culturais que ocorreram na Europa, entre o século XIV e o século XVI. O CCBB trouxe até nós artistas como Leonardo Da Vinci, Rafael Sanzio, Sandro Botticelli, Michelangelo, Donatello, Girolamo da Capri, Correggio e outros.

A exposição esta realmente muito bonita. Enquanto andava pela galeria e observava minuciosamente cada obra, fui percebendo a grandiosidade com que estes podem ser considerados nos tempos atuais. Naquela época eles não tinham a mesma facilidade que temos hoje para conseguirmos materiais que tanto precisavam. Não é de se estranhar que estes homens sejam considerados cientistas das artes. Alquimistas por assim dizer.

O evento teve grande repercussão no período em que esteve em São Paulo, com 317 mil visitantes em 79 dias. 

Fiquei encantado com LEDA E O CISNE; o JOÃO BATISTA de DONATELLO é de tirar o folego de tão expressivo que é; a ANUNCIAÇÃO de BOTTICELLI com seus pequenos detalhes revelam a complexidade de um gênio. Esta é uma exposição para ser apreciada mais de uma vez. Um evento para estar com amigos, família, alunos, namorados, com os pais ou até mesmo sozinho. Poucas vezes teremos a chance de ver um acervo sobre o Renascimento deste nível.

Lá vocês poderão apreciar:

SÃO JOÃO BATISTA - DONATELLO
CABEÇA DA VIRGEM - RAFAEL SANZIO
CRISTO - RAFAEL SANZIO
SAN GIOVANNI - MARCO DOGGIONO
ANUNCIAÇÃO -SANDRO BOTTICELLI
HOMEM COM FLAUTA - GIROLAMO DA BRESCIA

DE 12 DE OUTUBRO DE 2013 A 5 DE JANEIRO DE 2014
DE TERÇA A DOMINGO, DE 9:00 ÀS 21:00
INFORMAÇÕES: 61 3108 7600
ENTRADA FRANCA

quarta-feira, 31 de julho de 2013

GDF anuncia reforma no PARQUE DA CIDADE


Foi anunciado esta semana uma reforma no Parque da Cidade Sarah Kubitschek. Uma obra que esta com custo estimado de R$25 milhões, com previsão de conclusão para 2014. Dentre as reformas estão a pista de caminhada, a Praça das Fontes, o Parque Ana Lídia e o Castelinho. Ao todo serão oito pontos reformados. Está previsto também a criação de um circuito acessível a pessoas com deficiência feito com piso tátil, assim como brinquedos adaptados. Esta ideia considero genial e esperada por muitas pessoas.

O parque esta precisando muito desta reforma. Os frequentadores do local e que tanto o amam sabem muito bem do que estou falando. Que possamos acompanhar estas obras e atestar que este investimento é o investimento real. 

A revitalização do Parque da Cidade em números
Item
Valor (R$ milhões)
Previsão de Início
Previsão de Conclusão
1. Pista de Caminhada
5
Nov/13
Fev/14
2. Acesso à 912 Sul
1,8
Out/13
Dez/13
3. Reforma dos Alambrados
1,6
Out/13
Dez/13
4. Praça das Fontes
11
*
Jun/14 ***
5. Parque Ana Lídia **
1,8

6. Parque Castelinho **
1,8

7. Parque Infantil (área 1) **
1

8. Parque Infantil (área 2) **
1

TOTAL
25

* Projeto existente em análise para possível complementação e atualização.
** Projetos em elaboração. Os valores serão alterados com a conclusão dos orçamentos dos projetos prevista para agosto/13.
*** Prazo esperado.


INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASILIA GDF

segunda-feira, 22 de julho de 2013

OBRAS DE ARTE RECRIADAS COM LEGO

É melhor não olhar muito de perto a versão de "O Grito", de Edvard Munch, exibida na exposição "The Art of the Brick", na Discovery Times Square em Nova York. Se você chegar perto demais, vai notar que a cabeça foi feita com peças brancas e bege de Lego, com suas pontinhas aparecendo.

A "Mona Lisa" de Leonardo da Vinci, exposta logo ao lado, tem uma superfície mais suave, feita de 4.573 "blocos", mas não há como confundi-la com o original.

O criador do retrato, Nathan Sawaya, está muito satisfeito com o resultado. Ele fez uma releitura "legoística" de obras de arte, assim como construções originais com o material. A exposição de seu trabalho já passou por outras cidades e países.

Tudo foi feito com peças de Lego, usando apenas as cores que a empresa dinamarquesa vende normalmente. O mais importante é que dá para ver que são peças de Lego. Sawaya destaca com orgulho que "uma foto embaçada da réplica feita de blocos poderia ser facilmente confundida com uma fotografia embaçada da 'Mona Lisa' original".

Essa confusão seria menos provável em a "Moça com o Brinco de Pérola", de Vermeer, (1.694 peças) --o ornamento da pintura foi feito com uma esfera de peças de Lego transparentes-- e impossível com a versão em miniatura da Grande Esfinge de Giza (2.604 peças).

Porém, a semelhança com fotos desfocadas é importante, quando percebemos que estamos em uma exposição feita a partir de peças de Lego.

Na verdade, é difícil passar pela versão de "O Pensador", de Rodin (4.332 peças), ou ver "Blue Guy Sitting" (21.054 peças), uma figura em tamanho real criada por Sawaya, sem admirar a ambição e a habilidade do artista. Em "O Pensador", as peças criam um emaranhado de relações no rosto, no braço dobrado e no punho fechado. Em "Blue Guy Sitting", vemos que os blocos moldaram a personificação do contentamento relaxado.

Algumas das construções chamam a atenção por outras razões. O dinossauro (80.020 peças) impressiona pela proporção, ocupando uma galeria inteira. São peças de plástico unidas até se parecerem com os fragmentos quebrados de ossos fossilizados. E a figura moai da ilha de Páscoa (75.450 peças) é tão grande que nem é preciso embaçar a vista para imaginar as curvas da escultura original a partir da construção pixelada.

Nem tudo dá certo: a versão de "Caminhante Sobre o Mar de Névoa", de Caspar David Friedrich (3.002 peças), feita por Sawaya ficou longe "da sensação de reverência causada pela vastidão da imagem" presente no original, segundo a descrição escrita pelo artista. Algumas das obras e comentários de Sawaya possuem uma simplicidade de cartão de aniversário:
"Sonhos são construídos", afirma o texto de uma das paredes, "uma pecinha de cada vez".
Porém, apesar de alguns exemplos embaraçosos, sentimos um prazer muito específico ao ver essas construções. Elas têm algo a ver com o uso de blocos de brinquedo como meio artístico, mas também com o caráter das próprias peças de Lego.

A jovialidade de Sawaya é contagiante. As limitações são parte do interesse. Os blocos de Lego básicos são tão minimalistas que quase qualquer coisa feita a partir deles nos causa espanto.

A forma como Sawaya usa blocos retangulares mostra que não podemos nem mesmo contar com a suavidade das linhas. Assim, vemos que linhas contínuas são criadas a partir de elementos separados.

Suas construções praticamente refletem uma estética do início da era digital, razão pela qual essas obras feitas de peças de Lego podem ser vistas como imagens tão pixeladas quanto uma fotografia digital. Sawaya oferece uma aproximação lúdica da realidade, enquanto celebra o charme das peças de Lego.

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
EDWARD ROTHSTEIN
DO "NEW YORK TIMES"

quinta-feira, 18 de julho de 2013

"MINHA MÃE É UMA PEÇA"

Uma das comédias mais maravilhosas que vi nos últimos tempos. Impossível não ficar apaixonado por Dona Hermínia(Paulo Gustavo). Esta mulher de meia idade que vive para cuidar dos filhos. Agora crescidos, embora ela os trate como crianças. Aposentada, dona de casa e divorciada. Mas algo irá acontecer e fazer com que a vida desta mulher sofra uma reviravolta. 

Uma comédia cheia de personagens maravilhosos e situações embaraçosas e muito hilarias. Com certeza uma ótima pedida para relaxar e dar muitas gargalhadas.


Elenco: Ingrid Guimarães, Paulo Gustavo, Herson Capri...
Direção: Agustin Diaz Yanes
Texto: Paulo Gustavo
Gênero: Comédia
Duração: 1:25