sexta-feira, 25 de maio de 2012

OPERAÇÃO CLAREAR NO PARQUE DA CIDADE


JOÃO LOPES/ASCOM
Ação é parte dos eixos de pacificação social e enfrentamento ao tráfico de drogas do plano Ação pela Vida.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) coordenou na noite desta quinta-feira, 24, no Parque da Cidade, a Operação Clarear, com a participação integrada das forças de segurança pública. A operação está alinhada ao programa de segurança pública do Governo do Distrito Federal (GDF) Ação pela Vida – Integração e Cidadania, dentro dos eixos de enfrentamento ao tráfico de drogas e pacificação social. O objetivo principal da ação é garantir à população do DF um espaço público seguro para atividades esportivas e de lazer, com mais policiamento e vigilância.

A Operação Clarear foi deflagrada dentro desse contexto de atuação conjunta e foi executada pelos coordenadores das quatro forças da Área Integrada de Segurança Pública (AISP) Metropolitana. A ação foi resultado de um levantamento feito pelo setor de inteligência da SSP/DF que, a pedido da Administração Regional do Parque da Cidade, fez um mapeamento durante dois meses de locais em que foram constatados episódios de prostituição, tráfico e consumo de drogas e desordem pública: estacionamentos 1, 3 e 4, Bar Barulho, Bar da Ilha e o Bosque do Sussurro.

Esses pontos mapeados foram alvo da ação integrada, deflagrada às 21h30 com 40 viaturas e cerca de 250 servidores das Polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e do Departamento de Trânsito do DF, além de agentes de fiscalização da AGEFIS e representantes da Vara da Infância e da Juventude, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

Durante a operação policial, o responsável pelo Bar Barulho foi preso e encaminhado para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) porque o estabelecimento estava sem alvará de funcionamento. Três indivíduos em situação de drogadição também foram detidos. O Detran/DF recolheu 11 veículos para o depósito e autuou quatro motoristas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e um por dirigir embriagado.

O próximo passo desta ação será conduzido pela Administração Regional do Parque, que promoverá a realização de poda de árvores, pintura de meios-fios, instalação de iluminação pública e de câmeras de monitoramento. As forças de segurança pública, sob a coordenação da SSP/DF, farão a manutenção permanente da Operação Clarear, com a intensificação do policiamento ostensivo e fiscalização de trânsito no Parque da Cidade.

O Ação pela Vida – Integração e Cidadania consolida o conceito de segurança pública inteligente e integrada que vem sendo adotado desde o início do atual governo e estabelece estratégias para enfrentar a criminalidade com atuação conjunta das forças de segurança, de acordo com as principais ocorrências criminais registradas em cada Região Administrativa do DF e com a participação ativa da população. O programa reforça a integração operacional entre os órgãos do sistema de segurança pública – Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e Departamento de Trânsito do Distrito Federal (DETRAN/DF) – ao criar quatro Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) – Leste, Oeste, Sul e Metropolitana –, desdobradas em 31 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP) . 

FONTE:
AGÊNCIA BRASILIA 
JORNAL ALÔ BRASÍLIA

terça-feira, 22 de maio de 2012

Casamento gay no Itamaraty(ÉPOCA)

Alécio Guimarães, oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), eLuiz Felipe Czarnobai, diplomata da mesma casa, nunca se cruzaram pelos corredores do trabalho em Brasília, mas, desde que se conheceram num show em 2008, não se desgrudaram mais. Em dezembro, eles oficializaram a união civil em cartório e, no último sábado, aconteceu a cerimônia tradicional com a bênção dos pais de ambos e festa para 250 convidados.

“Não tem nada a ver com o mês das noivas, mas de disponibilidade do local, mesmo porque é tudo absurdamente mais caro”, diz Alécio. “Estamos há oito meses vivendo os detalhes do casamento. Vai ter testemunha, pajem, gazebo, juíza de paz e as daminhas de honra vão levar as alianças”.

O casal garante que o assunto é recorrente no Palácio do Itamaraty, com muitos colegas de trabalho assumidos. “O Itamaraty é muito conservador em muitos aspectos, mas em outros é bastante liberal. Todo mundo sabe que somos namorados e isso é natural, mas temos a consciência de que isso serve como exemplo para alguns casais que vivem num ambiente que não favoreça a liberdade”, afirma Felipe. A lua de mel será no Havaí. Eles têm planos de morar no exterior e futuramente adotar um filho. 

Fonte: Revista Época 
BRUNOASTUTO

segunda-feira, 21 de maio de 2012

ABUSO SEXUAL INFANTIL NÃO É PIADA

Não sei o que passa na cabeça de uma pessoa quando ela resolve fazer uma piada sobre as declarações de uma pessoa que resolve anunciar que foi vitima de abuso sexual na infância. Foi isso que aconteceu com Xuxa Meneghel, que na noite anterior resolveu expor seu drama. Não acredito que ela tenha feito isso para se promover como muitas pessoas estão comentando. 

Quem já passou por esse drama deve estar sentindo a mesma indignação que eu. O que acontece na cabeça de uma vítima de abuso esta muito além do que possamos imaginar. Por mais que a pessoa tenha o acompanhamento de um especialista sempre vai restar resquícios dessa violência.

Agora se imagine como uma criança sendo tocado por um adulto com seu corpo estranho e gigante. Te obrigando a fazer coisas que você nem imaginou que existissem, mas que de alguma forma sente que é algo errado. Imagine esta pessoa te ameaçando e ameaçando a sua família, pois é assim que esses monstros costumam agir. Com uma crueldade doentia afirmam que se elas revelarem algo ninguém ira acreditar ou que eles podem matar toda sua família.

Acredito que estes comentários maldosos estão sendo feitos sem pensar.

Pedofilia é um crime terrível e nojento.

Violência sexual não é piada e deve ser combatida.

Quer fazer uma coisa legal? Cria uma postagem combatendo a pedofilia, com certeza muita gente vai CURTIR e COMPARTILHAR.  

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A parisiense – O guia de estilo de Ines de la Fressange


Quais são os segredos do bom gosto parisiense? Ines de la Fressange - ícone da elegância na França - conta o que aprendeu sobre estilo e beleza durante décadas de experiência na indústria da moda. Ela dá conselhos de como se vestir com o encanto das parisienses e sugere um guarda-roupa a partir de apenas sete itens básicos e bons acessórios, que garantem produções práticas e elegantes.

Suas fontes preferidas para verdadeiros achados e soluções de vestuário, beleza e decoração - disponíveis on-line e em Paris - são acompanhadas por fotografias de moda, nas quais a modelo é sua filha, e por desenhos assinados pela própria Ines.

Esse guia inclui endereços da Paris secreta da autora: hotéis, restaurantes, spas, lugares fora do circuito turístico oficial e uma seção feita sob medida para a diversão das crianças. Escrito com humor e verve, em colaboração com a jornalista de moda da Elle, Sophie Gachet.
A parisiense é o roteiro fundamental para conhecer os endereços mais charmosos da capital francesa.


É um livro muito bom e que com certeza mulheres inteligentes e de bom gosto precisam ter. Folhear suas páginas por alguns instantes foi suficiente para perceber que estava diante de uma boa leitura. Com certeza temos aqui uma boa dica de presente para para amigas muito especiais. 

Elle 
"Ines já passou por todos os estágios da moda: top model, estilista, embaixadora de grifes. Nada escapa a seu olhar aguçado, através do qual ela criou uma filosofia da moda."

Vogue 
"Um livro que nos arrebata com seu charme, seu humor e seu bom-senso."

L’Express 
"Um dos melhores livros de moda do ano."

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Chega ao Brasil a marca de perfumes BOND N.9


Chinatown – Com um aroma bem pronunciado de especiarias, é um perfume surpreendente e bem diferente. Custa R$ 804,99 (100ml) ou R$ 583 (50ml).

Madison Square Park – Combina flores românticas e notas verdes. O resultado é um perfume fresco, ideal para o dia a dia. Custa R$ 875 (100ml) ou R$ 620 (50ml).

West Side – Conhecida por ser uma das regiões mais musicais da cidade. A fragrância que remete ao West Side leva notas de rosa, peônia, ylang-ylang, baunilha, almíscar, sândalo e âmbar. Custa R$ 804,99 (100ml) ou R$ 583 (50ml). 

Highline Park – Inspirada no parque suspenso Highline, que fica no Meatpacking, a essência traz bergamota, ruibarbo indiano, folha de rosas vermelhas, tulipa, água de flor de laranjeira, carvalho, madeira de teca. Custa R$ 804,99 (100ml) ou R$ 583 (50ml). 

Jet Swarovski Amphora Vitrine: Adornado com 17.500 cristais Swarovski, equipado com uma torneira de ouro e coroada com um espelho elíptico que repousa sobre um favo de mel. Esta maravilha é um presente em couro caixa branca. Eles fornecem a Bond No. 9 eau de parfum de sua escolha. 

Harrods Limited Edition Swarovski: diamantes Swarovski incrustados ter 1,600 foi projetado exclusivamente para Harrods, onde se destaca um padrão de diamante da estrutura do edifício famoso Harrods. Ele é promovido como um perfume inspirado por elementos da música árabe, com a promessa de ser um perfume que deslumbram os nossos sentidos. Uma fragrância baseada temperos exóticos.

Bleecker Street Swarovski: Uma mistura de gourmet oriental patchouli, cassis, caramelo, madeira e almíscar. A garrafa de edição limitada de 100 ml estrela verde-limão chartreuse ametista e ouro está repleta de frente, aguarela e traseira, com um padrão xadrez de vidro e uma boa medida, uma frente de vidro e extra grande centro. 

Saks Fifth Avenue para ela Limited-Editon Swarovski Snowflake: incrustado com cristais Swarovski 1500, projeto de marcas de decoração do floco de neve com temas de janelas que iluminam o 5. Avenue. O buquê de gardênias brancas tradicionais com toques contemporâneos de jasmim, vetiver e baunilha fazem deste um perfume sofisticado. 

Amphora Chandelier: Inspired lustres lágrima, prismas reluzentes consiste de diamante irresistível como uma explosão dentro do tempo de iluminação lojas Bowery. Aroma irresistível.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Warhol e Bacon são estrelas de leilão em Nova York

Retrato de Elvis Presley feito por Andy Warhol

O artista americano criou 22 retratos da série Elvis e este é o primeiro ser colocado no mercado desde 1995

Venda está liderada por ''Double Elvis'', um retrato de 1963 taxado em US$ 50 milhões e no qual Warhol recria com seu característico estilo o ícone do rock.
Nova York - Um retrato de Elvis Presley feito por Andy Warhol e que poderá custar até US$ 50 milhões, assim como obras de Roy Lichtenstein, Francis Bacon, Gerhard Richter e Jean-Michel Basquiat, protagonizarão nesta terça-feira um leilão de arte contemporânea em Nova York organizado pela casa Sotheby''s. 

''Temos um magnífico triunvirato de artistas contemporâneos formado por Warhol, Lichtenstein e Bacon, que despertaram uma grande expectativa por esta venda'', afirmou à Agência Efe o diretor do leilão, Simon Shaw.

A venda está liderada por ''Double Elvis'', um retrato de 1963 taxado em US$ 50 milhões e no qual Warhol recria com seu característico estilo o ícone do rock, para transformá-lo em um referente do imaginário popular, como fez com outras celebridades, como Marilyn Monroe e Jackie Kennedy.

O artista americano criou 22 retratos da série Elvis e este é o primeiro ser colocado no mercado desde 1995.

Também de Warhol, será posto à venda ''Ten Foot Flowers'', uma serigrafia de enormes proporções, criada em 1967, que poderá alcançar um preço de US$ 12 milhões.

Outra estrela do leilão é ''Sleeping Girl'', de Liechtenstein, uma obra símbolo do Pop art, de 1964, avaliada em até US$ 40 milhões, da mesma forma que ''Figure Writing Reflected In Mirror'', na qual Bacon reúne seus temas mais importante e sua iconografia peculiar.

Além disso, serão leiloadas obras-primas do movimento abstrato, obra do alemão Richter e de Willem de Kooning, assim como ''Ring'', um quadro de Jean Paul Basquiat que poderá ser arrematado por até US$ 6 milhões. 

Fonte: Exame.com

sexta-feira, 4 de maio de 2012

VIOLÊNCIA GERANDO VIOLÊNCIA




Esta acontecendo uma onda de violência que vem se espalhando cada vez mais. Na maioria desses casos a motivação é banal. Pessoas sendo espancadas e mortas por tão pouca coisa. O fato é que estamos cada dia mais violentos, somos os donos da razão e nem tente provar o contrário, pois isso pode lhe custar à vida.

Irritamos-nos com facilidade, e qualquer coisa é motivo para começarmos um bate boca daqueles. As pessoas não desejam mais estar de igual para igual, o que importa é que não podemos mais ficar por baixo. Este é um pensamento muito comum, como se tudo fosse motivo para competição. Estamos sempre muito apressados e quem quiser que ceda o lugar, pois o que quero é passar. Parece até que tudo é um grande exagero. Engana-se aquele que pensa assim, o fato é que estamos mais egoístas que nunca.

Tenho um exemplo bem comum, e que provavelmente muitos de nós já passamos ou presenciamos. Imagine que um homem ao entrar numa loja é abordado por uma das atendentes do local que sorridentemente lhe diz “Bom dia senhor...” só que antes que ela possa concluir a frase ele retruca “Não. Não. Estou só olhando!”. Nem mesmo foi capaz de ouvir e apreciar aquela cortesia. Você pode até dizer que ela é paga para isso, mas com certeza sabe o quão é boa a sensação de sermos notados. Pare para ouvir e pense antes de responder. Muitas vezes só conseguimos ouvir o som de nossa voz, silenciamos o mundo perante nossas mesquinharias.

O mundo precisa de gentilezas. Precisa de uma dose extra de bons modos, do tipo que nossos avos costumavam usar. Ser cortês esta em desuso o que não significa que esta fora de moda. Alguns costumes foram perdidos, e nós é que saímos perdendo. Seja paciente para com seus filhos e lhes ensine sobre valores e senso de ética. A família perdeu um grande papel na sociedade contemporânea. Papel este de educadora, que vem se omitindo e abdicando sua parcela de responsabilidade nesse processo. Para proteger um filho não precisamos armá-lo nem ensinar-lhes a agir com violência ou usar de ofensas verbais. Os pais precisam saber que seus filhos irão aprender tudo que vivenciar, quer sejam coisas boas ou ruins. Eu creio que nossa sociedade mudará muito se dentro de cada família forem resgatados princípios e valores a muito esquecidos.

A violência tem invadido muitos lares. Perdemos pessoas que muito amamos. Amigos de infância; aquele primo com quem crescemos; o tio querido que nos ensinou a soltar pipa; aquela amiga das muitas baladas; o pai atencioso e trabalhador; o irmão que nos protegia de tudo... É uma lista imensa e dolorosa para muitas pessoas. É preciso dar um basta. Chega de tanta violência.

Gentileza sempre vai gerar gentileza.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Exposição traz para a cidade amplo painel da arte construtiva brasileira(Correio Braziliense)


Quando Brasília começou a tomar forma nas pranchetas e mentes dos brasileiros responsáveis pelo sonho a ser erguido no meio do Planalto Central, o Brasil passava por uma revolução artística. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, artistas se desprendiam da figuração e ingressavam na aventura abstrata, um caminho sem volta que acabou por mudar os rumos da arte brasileira. E o que isso tinha a ver com Brasília? Simples: a conexão está na modernidade e na ideia de ruptura que orientaram tanto artistas quanto arquitetos. Max Perlingueiro quis deixar isso bem claro ao realizar a curadoria de Geometria da transformação — Arte construtiva brasileira na coleção Fadel, em cartaz no Museu Nacional Honestino Guimarães (Complexo da República).

Com 142 obras de 55 artistas, a mostra traz à cidade a produção mais importante da arte construtiva brasileira, um momento no qual a geometria se tornou o ponto de partida para toda uma geração. “Em 1951, houve a 1ª Bienal de São Paulo e foi apresentada a arte abstrata. Max Bill ganhou o prêmio e modificou a cabeça dos artistas”, conta Perlingueiro. Em São Paulo, liderados por Waldemar Cordeiro, artistas como Lothar Charoux, Geraldo de Barros e Luiz Sacilotto se organizaram no Grupo Ruptura. A proposta era uma arte geométrica sóbria, séria, sem a exuberância da cor.

Por: Nahima Maciel 
Fonte: Correio Braziliense 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Aquarela de Cézanne é vendida por US$ 17 milhões em NY


Leilão de arte impressionista e moderna realizado pela casa Christie's movimentou pelo menos 59 milhões de dólares nesta terça-feira.


Uma aquarela preparatória da série Os Jogadores de Cartas, de Paul Cézanne (1839-1906), foi vendida nesta terça-feira em Nova York por 17 milhões de dólares, durante um leilão de arte impressionista e moderna organizada pela casa Christie's.
Desaparecida desde 1953 e localizada entre as propriedades de uma colecionadora do Texas neste ano, a obra marca um ponto de inflexão na carreira de Cézanne, já que mostra o processo artístico que seguia para posicionar seus personagens, e que seria usado depois em suas obras-primas, segundo o porta-voz da Christie's, Sharon Kim.
Também foi vendida por 17 milhões de dólares a tela As Peônias, de Henri Matisse. Um retrato pintado por Pablo Picasso em 1932 de sua amante Marie-Thérese Walter alcançou 8,7 milhões de dólares.
Também de Picasso, foi vendido por 7,8 milhões de dólares o quadro Dos Desnudos Acostados, pintado em um só dia de 1968, e que, com seu fundo verde, constitui uma homenagem à obra-prima de Edouard Manet (1832-1883) Almoço sobre a Relva.
As Moças de Giverny, de Claude Monet, no qual o pai do impressionismo representou feixes de trigo que arremedam a silhueta de jovens contra a paisagem, foi arrematado por 8,5 milhões de dólares. 
Fonte: Revista Veja

sábado, 28 de abril de 2012

MAIGRET (GEORGES SIMENON/LEITURA)


Gosto muito dos livros de Georges Simenon. Seus romances policiais instigam o nosso lado investigativo. Confundimos-nos com suas personagens e passamos a ser à sombra de Maigret para onde quer que ele vá.  A editora L&PM nos traz uma bela coleção dessas aventuras de Maigret. Por um bom tempo eu indiquei esses livros a alguns amigos, chegando a presentear outros com exemplares. Indico por saber que se trata de uma leitura de bom gosto e prazerosa.
MAIGRET
Um certo inspetor Lauer, que é sobrinho de Maigret, está numa delicada situação profissional. Ele não foi capaz de evitar o assassinato de um homem que estava sob sua vigilância, Pepito, o chefe de um bar chamado "Floria". Além disso, Lauer é o principal suspeito do crime, devido ao modo como entrou em pânico. Enquanto aproveita a sua aposentadoria às margens do Loire, Maigret recebe a visita de seu sobrinho que implora por sua ajuda. Ele concorda, mas encontra dificuldades com seus antigos colegas.
Este é o único romance em que Maigret resolve um crime durante sua aposentadoria. Simenon queria que esse fosse o último da série, pois desejava se dedicar inteiramente aos chamados "romans durs", os romances "não Maigret". Após 1933, ele realmente ficou cinco anos sem escrever nenhum romance Maigret (apenas alguns contos), mas após este período voltou a se dedicar ao seu famoso inspetor chefe.
Antes de abrir os olhos, Maigret franziu as sobrancelhas, como tivesse desconfiado da voz que vinha lhe gritar do fundo do seu sono:
- Tio!
Com as pálpebras ainda fechadas, ele suspirou, tateou o lençol e se deu conta de que não sonhava, que algo estava acontecendo, pois sua mão não encontrou, onde deveria estar, o corpo quente da Sra. Maigret. 
Abriu enfim os olhos. A noite era clara. A Sra. Maigret, de pé junto à janela de vidros quadriculados, abriu a cortina, enquanto alguém embaixo batia à porta e o ruído repercutia por toda a casa.
- Tio! Sou eu!

A FÚRIA DE MAIGRET

A LOUCA DE MAIGRET 

A PRIMEIRA INVESTIGAÇÃO DE MAIGRET

AS FÉRIAS DE MAIGRET

MAIGRET E A MORTE DO JOGADOR 

MAIGRET E A MULHER DO LADRÃO 

MAIGRET E O CLIENTE DE SÁBADO

MAIGRET E O CORPO SEM CABEÇA 

MAIGRET E O FANTASMA 

MAIGRET E O FINADO SR. GALLET

MAIGRET E O HOMEM DO BANCO

MAIGRET E O LADRÃO PREGUIÇOSO

MAIGRET E O MATADOR 

MAIGRET E O MENDIGO 

MAIGRET E O NEGOCIANTE DE VINHOS

MAIGRET E O SUMIÇO DO SR. CHARLES

MAIGRET E OS COLEGAS AMERICANOS

MAIGRET E OS CRIMES DO CAIS 

MAIGRET E OS FLAMENGOS

MAIGRET E OS HOMENS DE BEM

MAIGRET E SEU MORTO

MAIGRET EM NOVA YORK

MAIGRET EM VICHY

MAIGRET NA ESCOLA 

MAIGRET SAI EM VIAGEM 

MAIGRET SE DEFENDE

MAIGRET SE DIVERTE 

MEMÓRIAS DE MAIGRET

O AMIGO DE INFÂNCIA DE MAIGRET

O MEDO DE MAIGRET

OS ESCRÚPULOS DE MAIGRET

O MEDO DE MAIGRET

O REVOLVER DE MAIGRET

UM FRACASSO DE MAIGRET

UM ENGANO DE MAIGRET

 

GEORGES SIMENON

Nas primeira horas da sexta-feira dia 13 de fevereiro de 1903, nasce em Liège, na Bélgica, Georges Joseph Christian Simenon, filho do contador Desiré Simenon e Henriette. Supersticiosos, os pais registram o primogênito como nascido às 23 horas e 30 minutos do dia 12. Em 1906, nasce Christian, único irmão de Georges, que desempenhará um papel crucial nas relações da família: torna-se o preferido de Henriette, que relegará Georges a um segundo plano.
No colégio jesuíta Saint-Servais, Georges toma consciência da sua inferioridade social: a maioria dos seus colegas são internos, enquanto ele freqüenta a escola em regime de semi-mensalidade, especial para crianças modestas. O futuro escritor abandona os estudos antes de completar o secundário e, adolescente, enquanto pula de aprendiz de confeiteiro a bibliotecário, revolta-se contra o meio medíocre em que vive. Por essa época é tomado de um fascínio por cabarés e pelo mundo da prostituição, que permanecerá no seu imaginário. Aos 15 anos torna-se repórter de generalidades no jornal católico Gazette de Liège, onde assina com pseudônimo. Os textos de Georges Sim são apreciados pela fluidez e pelo tom cáustico, e ele passa a fazer a cobertura literária e artística. Escreve também colunas humorísticas e colabora com outros periódicos, depurando o seu estilo, demonstrando uma proficuidade precoce (de 1919 a 1922 escreve quase 800 textos) e acumulando um reservatório de causos e histórias que será o recheio da sua obra romanesca.
É durante o tenso período do entre-guerras que Simenon se estabelece como escritor. Em 1920, escreve o seu primeiro romance, Au pont des arches, publicado no ano seguinte sob o nome de Georges Sim. Em meados da década de 20, muda-se para Paris com a estudante de Belas-Artes Régine Renchon, com quem se casara em 1923 e sobre quem declarará, mais tarde, ter sido mais uma amiga do que uma verdadeira paixão. Na França, trabalha como secretário particular. Um de seus clientes: o marquês Raymond d’Estutt de Tracy, cuja propriedade Paray-le-Frésil vai se tornar, na ficção, Saint-Fiacre, local de nascimento do comissário Maigret.
Para sobreviver, Simenon escreve romances populares – histórias melosas ou relatos de aventuras – em ritmo industrial e sob os mais diversos pseudônimos: Jean du Perry, Georges Sim, Christian Brulls, Luc Dorsan, Gom Gut, Georges Martin-Georges, Georges d’Isly, Gaston Vialis, G. Vialo, Jean Dorsage, J. K. Charles, Germain d’Antibes, Jacques Dersonne. O casal contrata os serviços de Henriette Liberge, que trabalhará durante anos na família, tornando-se amante do escritor. Um caso escandaloso com a cantora de jazz afro-americana Josephine Baker, que faz sucesso na Paris da década de 20, dá o tom da vida amorosa do já popular escritor (mais tarde, em entrevista ao cineasta Federico Fellini, ele dirá ter mantido relações com 10.000 mulheres). Em 1928, os Simenon viajam de navio durante meses através de canais da França. Será apenas uma das muitas viagens que se tornarão hábito da família e que fornecerão à obra do escritor vasta paisagem e tipos peculiares.
Em setembro de 1929, o comissário Maigret faz sua primeira aparição na história Train de nuit, ainda num papel secundário, e ainda escrito sob pseudônimo (Christian Brulls). Mas em 1930, no folhetim La maison de l’inquiétude, Maigret trata de um inquérito do início ao fim. Simenon oferece à editora Fayard uma série de romances com o personagem. A proposta é aceita na condição de que Simenon produza, também, romances populares. Pietr-le-Letton, o primeiro romance do comissário Maigret assinado por Georges Simenon é publicado em 1930 no periódico Ric et Rac. No ano seguinte, a coleção Maigret, com os títulos Monsieur Gallet, décédé e Le pendu de Saint-Pholien, é lançada com estrondo. O comissário da Polícia Judiciária francesa rivalizará com os mais célebres personagens de romances policiais, como Sherlock Holmes e Hercule Poirot, e será, sem dúvida, o mais humano dos detetives da literatura, movido por enorme compaixão humana e para quem a compreensão psicológica dos suspeitos é tão útil quanto o raciocínio. O sucesso da série é imediato e seguem-se Le charretier de la providence, Le chien jaune, La nuit du carrefour, Um crime em Hollande, entre outros. No total, além de livros de contos, serão 75 romances com o seu personagem mais famoso, nos quais Maigret, desvenda os mais variados tipos de crimes, tendo como pano de fundo painéis e críticas sociais. Os romances começam a ser adaptados para o cinema, e o prestígio do autor entre a crítica cresce.
Simenon começa a publicar romances pela Gallimard (maior editora francesa da época), mantendo sempre o fluxo de romances também pela Fayard. A sua crescente popularidade é atestada pelo fato de, no final da década de 30, começarem a surgir processos de difamação de pessoas que se identificaram com personagens de um ou outro livro.
Os anos da virada da década de 30 para a década de 40 trazem o nascimento de Marc, o único filho do casal Régine-Georges (em 1939) e o acirramento das tensões políticas pré-Segunda Guerra mundial: durante a ocupação nazista, a publicação de livros na França é dificultada (Simenon rompe a sua média de quatro ou cinco livros por ano e publica alguns títulos através da pequena editora belga La Jeune Parque). Em 1945, vai para os Estados Unidos com a família onde, com o auxílio de um novo agente literário, reorganiza o controle da sua obra. Muda-se para o Canadá e começa a publicar pela francesa Presses de la Cité, que será sua editora até a morte.
Em 1946 os Simenon instalam-se em Tucson, no estado norte-americano do Arizona, acompanhados de perto pela tradutora-intérprete Denyse Ouimet, amante do escritor. Este é profundamente abalado pela morte de Christian, o irmão caçula, na Indochina. A reação da mãe de ambos é, segundo Simenon: “Que pena, Georges, que tenha sido Christian a morrer”.
No final da década de 40 o prestígio literário de Simenon cresce na América do Norte e em outros locais fora do eixo França-Bélgica, e surgem os primeiros estudos críticos sobre a sua obra.
Em 1949, nasce Jean, o primeiro dos três filhos que o escritor terá com Denyse (os outros serão Marie-Jo, nascida em 1953, e Pierre, em 1959). Simenon é cogitado para Prêmio Nobel, torna-se membro da Academia Real de Língua e Literatura francesas da Bélgica e é eleito presidente da Mystery Writers of America, a mais importante associação de autores de crime e mistério. Na década de 50 o escritor volta a residir na França e, no final da década de 60, com o desgaste matrimonial, apresenta sintomas de depressão. Teresa Sburelin, camareira de Denyse (que começa a mostrar sinais de crise nervosa e alcoolismo) será a última companheira de Simenon.
Em 1972, decide parar de escrever. Maigret et M. Charles é o 192º e último romance assinado por Georges Simenon. Com o auxílio de um magnetofone, dita vários livros – formas livres de monólogo e reflexões gerais – que serão publicados pela Presses de la Cité. Marie-Jo, única filha do escritor, comete suicídio em 1978, e ele retoma a pluma para escrever Memóires intimes (Denyse processa o ex-marido por causa de várias passagens). Simenon falece em 4 de setembro de 1989, aos 86 anos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O CÉU DOS SUICIDAS - RICARDO LÍSIAS

"Como quase tudo que importa em literatura, este é um livro que dói, como se uma ferida se reabrisse a cada página, para fechar-se somente quando se fecha o livro, que é ao fim uma surpreendente oferta, a única oferta possível, diante da dor. Acima de tudo, O céu dos suicidas é emocionante."

- Pedro Meira Monteiro, professor da Universidade de Princeton
Um jovem colecionador, formado na universidade e que manifesta tendências impulsivas, vê seu mundo gradualmente se desintegrar ao perder seu melhor amigo, André, que cometeu suicídio. Atormentado pela culpa de não ter sido capaz de salvá-lo e pelo remorso, ele empreende uma viagem, tanto mental como geográfica, para rememorar o sofrimento final do amigo e tentar entender o que poderia ter feito para salvá-lo.

Com um comportamento cada vez mais errático, agressivo e inconstante, o protagonista questiona o que aconteceu para sua vida atingir o ponto de agonia pela qual passa, com as lembranças dolorosas dos momentos instáveis de André, distúrbios de sono, vozes e ruídos em sua cabeça. Em capítulos curtos, sua odisseia à procura de respostas, nem sempre fáceis, se desenrola em uma jornada carregada de ansiedade e emoções.

Alternando momentos de desesperança com uma grande busca, seja para compreender as próprias origens quanto para entender seu sofrimento, o protagonista de Ricardo Lísias constrói uma narrativa com forte peso dramático. Em O céu dos suicidas, seus impulsos e sentimentos à flor da pele revelam um homem que necessita de uma resposta para enfim encontrar a paz.

"Neste O céu dos suicidas, Ricardo Lísias confirma estar entre os melhores escritores da literatura contemporânea no Brasil. Retomando o estilo nervoso de seus livros anteriores, desta vez a ansiedade vem ao primeiro plano, e o que vemos é uma pessoa completamente ferida a buscar uma resposta, mas a procurar também uma redenção impossível. É um sujeito que expia sua culpa, dividindo-a com o leitor", escreve Pedro Meira Monteiro para a orelha do livro.

Para o professor da Universidade de Princeton, o narrador criado por Lísias "lembra um caçador sonolento que tentasse acertar o alvo no meio da noite, lutando para que seus olhos não se fechem. Mas o caçador (que corre atrás do sentido) é vencido sucessivas vezes pelo cansaço e pelo desespero, entregando-se impotente ao mundo dos loucos e dos delirantes: momento em que o sujeito não consegue fechar os ouvidos ao grito agonizante do que o cerca."

Autor Ricardo Lísias
Ficção
ISBN: 9788579621253
Lançamento: 03/04/2012
Formato: 15 x 23,4
192 páginas

INDIO SEM TERRA

"As vezes somos um pouco intolerantes e falamos coisas sem muito pensar. Nos irritamos com invasões e desapropriação de terras, mas a verdade é que os índios só querem o que é deles de volta. Muitas dessas aldeias foram destruídas por fazendeiros, e seus habitantes escorraçados e mortos. O tempo passou e eles começaram a se organizar para pedir o que é deles por direito de volta. Processos longos e enclausurantes que se arrastam ao longo dos anos, o que cansa e desgasta. Não sou a favor de violência, mas acredito que as vezes é preciso demonstrarmos nossa força e irmos a luta em busca de nosso direito negado.

No dia do índio não sei se temos muito a comemorar, sei apenas que temos muito que aprender ainda. Precisamos resgatar o respeito por nosso semelhante e o amor pela vida."


Tela de RODOLFO AMOEDA
ÓLEO SOBRE TELA 180,3 X 261,3cm - 1883
MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES (Rio de Janeiro, RJ)