sábado, 22 de janeiro de 2011

Ponte JK só para carros de passeio(Jornal Alô Brasília)

Roberval Eduão
A Ponte Juscelino Kubitschek foi liberada no final da tarde de ontem (20) pelo Departamento de Transito do Distrito Federal (Detran-DF), no sentido Plano Piloto-Lago Sul. Interditada desde 12h30 de quinta-feira, a ponte apresentava desní­veis e oscilações em sua estrutura. Nas próximas 48 horas, a JK deverá passar por inspeções nas partes inferiores e superiores, segundo o presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Maurí­cio Canovas Segura.
Apenas carros de passeio, com velocidade limitada a 40Km/h, podem trafegar no local. Ônibus e caminhões estão proibidos de trafegar pela ponte, por enquanto. A pista de sentido Lago Sul-Plano Piloto ainda depende de liberaçãoo da Polí­cia Militar. O governo divulgou nota à  população onde tenta acalmar os brasilienses, garantindo que não há problemas de estabilidade da terceira ponte. Em nota, o GDF afirmou que "não houve nenhum tipo de acidente na Ponte JK" e que "em primeira vistoria técnica, não foi constatado nenhum problema que comprometa a estabilidade da Ponte JK".

Ainda de acordo com a nota, houve "um desnível no piso, na região da junta de dilatação" da ponte. Após uma vistoria preliminar feita no início desta tarde por integrantes da Defesa Civil, da Novacap, do Corpo de Bombeiros, constatou-se que o desnível chegou a uma dilatação de 3 a  4 cm na ponte JK. Segundo o professor Guilherme Melo, do departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasí­lia (UnB), se trata de um desní­vel pequeno, mas que o ideal para os motoristas é de que se aproxime de zero.

As oscilações na ponte foram descobertas pelos Bombeiros após reclamações de motoristas e ciclistas, que perceberam movimentos na pista. Os deputados Olair Francisco (PTdoB), Celina Leão (PMN) e Eliana Pedrosa (DEM) estiveram presentes no local para verificar a situação da Ponte JK.

Da Redação do Jornal Alô Brasília

21/01/2011 19h00
Tiago Fernandes
tiago.fernandes@jornalalobrasilia.com.br

Justiça libera recurso contra correção do Enem(O Destak)


Liminar manteve prazo de inscrição no sistema de seleção para universidades, que terminou ontem

A Justiça Federal no Ceará concedeu liminar ontem permitindo que os candidatos de todo o país tenham acesso às provas corrigidas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), inclusive à redação. 

Com isso, os candidatos poderão recorrer contra a correção, contestando os critérios utilizados e a nota obtida. A Justiça deu prazo de dez dias a partir do momento em que o estudante tenha o exame em mãos para a apresentação de recurso. 

A decisão, entretanto, manteve o cronograma de seleção para vagas no ensino superior com base na nota do Enem (o Sisu). O prazo de inscrição terminou ontem, às 23h59, e o resultado sairá na segunda-feira. 

O juiz Leopoldo Fontenele Teixeira diz na sentença que o acesso às provas deve ocorrer "sem a paralisação da seleção". Mas ele determina ao MEC que adote "todas as providências a seu alcance no intuito de afastar e/ou mitigar eventuais prejuízos sofridos por estudantes que tenham êxito em seu recurso, notadamente matrícula posterior em instituição de ensino de acordo com o real mérito do candidato". 

Explicações 

Mais cedo, o MEC disponibilizou nos boletins individuais dos estudantes os motivos de anulação das provas. Segundo o ministério, o percentual de eliminados (0,5%) é semelhante ao verificado no ano passado. 

Balanço divulgado pelo MEC às 18h de ontem indicava que cerca de 990 mil candidatos haviam se inscrito para disputar mais de 83 mil vagas em universidades e institutos de ensino. Cada candidato pode optar por até dois cursos. 

Rio de Janeiro 

No final da noite de ontem, a Justiça do Rio prorrogou o prazo de inscrições até quarta-feira da semana que vem, mas apenas para os estudantes do Estado. Em nota, o MEC disse que fecharia o site às 23h59, por não ter como liberar o acesso só para o Rio.




(da redação O Destak) 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

OS PILARES DA TERRA(KEN FOLLETT)

Na década de 70, quando Kenneth Follett ainda era um repórter do London Evening News, ele visitou uma catedral na cidadezinha de Peterborough, para passar o tempo enquanto o trem não chegava. A visita foi o início de uma obsessão que levou quinze anos para se transformar no livro que muitos consideram o melhor do autor de A chave de Rebecca e O buraco da agulha. Os pilares da terra é uma obra diferente das outras deste autor que é um dos preferidos de leitores de todo o mundo. Ao invés de manipular uma trama recheada de espiões e agentes secretos, como é seu costume, Ken Follett mergulha, aqui, na Inglaterra do século XII e na construção minuciosa de uma catedral gótica. Emocionante, complexo, pontilhado de coloridos detalhes históricos, Os pilares da terra traça o painel de um tempo conturbado, varrido por conspirações, jogos intrincados de poder, violência e surgimento de uma nova ordem social e cultural. A figura que melhor expressa os ideais que inspiraram Ken Follett a escrever este livro é Philip, prior de Kingsbridge, um homem que luta contra tudo e todos para construir um templo grandioso a Deus. Mas a galeria de personagens que gravitam em torno da catedral inclui Aliena, a bela herdeira banida de suas terras, Jack, seu amante, Tom, o construtor, William o cavaleiro boçal, e Waleran, o bispo capaz de tudo para pavimentar seu caminho até o lugar do Papa, em Roma. Como painel de fundo, uma Inglaterra sacudida por lutas entre os sucessores prováveis ao trono que Henrique I deixou sem descendentes. Épico que consegue captar simultaneamente o que acontece nos castelos, feiras, florestas e igrejas, Os pilares da terra é a recriação magistral de uma época que nossa imaginação não quer esquecer.
Sinopse:A filmagem do livro que foi um fenômeno de vendas, Os Pilares da Terra é um arrebatador épico sobre o bem e o mal, traição e intriga, violência e beleza. O único filho do rei Henrique morre num acidente e, após a morte do próprio rei, sua filha, Maud, seu sobrinho, Stephen, e seu filho bastardo brigam pelo trono. O período de anarquia abre oportunidades para a família Hamleigh, pequenos nobres em busca de poder, e para o inescrupuloso diácono Waleran, que busca o título de bispo a qualquer custo. Histórias de amor e guerra se misturam às turbulências políticas, como a de Tom que sonha em construir a mais magnífica catedral já vista na Inglaterra. Quando ele e sua família encontram com a fora-da-lei Ellen e seu misterioso filho Jack, suas vidas mudam de rumo e, com a ajuda do monge Philip, o sonho de Tom fica mais perto de se tornar realidade.
Título Original: The Pillars of Earth -- Anarchy
Diretor: Sergio Mimica-Gezzan

Carta do Chefe Siattle


Há muito tempo atrás li esta carta em um dos livros de historia de minhas irmãs, a carta marcou-me profundamente. Nesta época ainda não se falava tanto em ECOLOGIA, as pessoas exploravam a terra como se essas riquezas fossem infinitas. Não que isso tenha mudado muito, as pessoas continuam a explorar os recursos da natureza sem dar muita importancia as consequencias desses atos. O papel de bala jogado na rua, a latinha de refrigerante jogada pela janela, o cedro centenário tombado numa questão de minutos, tudo levando ao mesmo ponto trágico. Agora a terra esta se adaptando a nós, achando um meio de se adaptar a este organismo que vem se alastrando de forma desordenada. Muitos acumulam mais do que precisam, milhões sobrevivem com tão pouco e alguns tentam encontrar o equilibrio entre o que possuem e o que precisam. Precisamos olhar para trás e vermos os erros que cometemos, para não tornarmos a cometer os mesmos erros. Algumas civilizações desapareceram, povos indigenas foram dizimados sem que tivessem como se defender daquilo que eles não foram os criadores. 
Esta carta foi escrita no ano de 1854 pelo chefe Seattle, da tribo Suquamish, em resposta a uma proposta(feita pelo presidente dos Estados Unidos) de compra das terras em que viviam. Esta carta foi divulgada pela UNESCO em 1976, durante as comemorações do Dia Mundial do Ambiente. 
Este é um dos mais belos manifestos pela vida que já li.

"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro." Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao "seu próprio" mau cheiro... Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se nós decidirmos aceitar, imporei uma condição: O homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. "O que é o homem sem os animais?" Se os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma lição em tudo. Tudo está ligado.

Vocês devem ensinar às sua crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com a vida de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas: que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à Terra, acontecerá também aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.Disto nós sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem é que pertence à terra. Disto sabemos: todas as coisas então ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.

O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu o teia da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizermos ao tecido, fará o homem a si mesmo. "Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala como ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos ( e o homem branco poderá vir a descobrir um dia ): Deus é um Só, qualquer que seja o nome que lhe dêem.

Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual para o homem branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar o seu Criador. Os homens brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos. Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos das florestas densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruídas por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a água? Desapareceu. É o final da vida e o inicio da sobrevivência.

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa Idéia nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los. Cada pedaço de terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho... Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar às suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo.

O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais. "Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar para seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem, dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão. "Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra tudo que necessita. A terra, para ele, não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, extraindo dela o que deseja, prossegue seu caminho.

Deixa para traz os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa... Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto. "Eu não sei... nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o homem vermelho seja um selvagem e não compreenda. "Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um inseto.

Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta de um homem, se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmuro do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros."

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

No Varjão, gambiarras colocam famílias em risco(Alessandro Dantas - O Destak)



Mais de 700 pessoas estão em risco na área de transição do Varjão. De acordo com a Defesa Civil, há grande possibilidade de incêndios no local por conta do elevado número de gambiarras na rede elétrica. Além disso, a região não tem o mínimo de saneamento básico. As famílias foram transferidas para o local provisoriamente, mas algumas vivem no local há anos. 
A salgadeira Regina da Silva Ferreira, 40 anos, vive na área de transição com o marido, seis filhos e mais quatro parentes. Eles esperam há quase uma década um lote do governo. "Quando chove forte, eu não durmo com medo de curto-circuito e a casa pegar fogo. Tenho muito medo", diz. "Teve um dia em que os fios começaram a pegar fogo e o meu marido ia jogar água, eu dei um grito para ele parar e fui correndo desligar a energia. Graças a Deus não aconteceu nada." Regina fez, de maneira improvisada, toda a instalação elétrica da casa. Ela usa um vidro de remédio como interruptor da sala. "Meu irmão que mora na Bahia que fez, tem uns seis meses que usamos o vidro para acender e apagar a luz", diz. Ela já recebeu do governo oportunidades de ir para outras regiões administrativas, mas, na esperança de que a área em que mora atualmente seja regularizada, não quer sair do Varjão. 
Já Rosa Alves Rodrigues, 53 anos, não vê a hora de se mudar do local. Há dois na região, Rosa aceitaria um lote em qualquer lugar para sair dali. "Não vou ficar fazendo banca, não. Eu vou para qualquer lugar", conta. 
De acordo com o administrador do Varjão, José Maria Martins, o governo iniciou estudos técnicos para encontrar um local para realocar as famílias, mas ainda não há um prazo definido para a transferência. 

Por ALESSANDRO DANTAS/O DESTAK

domingo, 19 de dezembro de 2010

Billy Elliot


Esse filme conta a história de um garoto de 11 anos, de família humilde, que mora numa pequena cidade da Inglaterra. O garoto é obrigado pelo pai a fazer luta de boxe. Mais ele descobre o balé e fica fascinado, iniciase assim uma longa luta para realização de seus sonhos e desejos. Por uma dessas coincidências que não podemos explicar a dança entra na vida desse garoto que terá a ajuda de sua professora de balé(Julie Walters). Ele terá que contrariar o irmão e o pai. E para completar todo enredo ele ainda terá que passar pelas transformações e descobertas sexuais.
É um bom filme para ser visto numa dessas noites de frio.

O filme é de 2000
Elenco
Julie Walters — Mrs. Wilkinson
Jamie Bell — Billy Elliot
Jamie Draven — Tony Elliot (irmão)
Gary Lewis — Jackie Elliot (pai)
Jean Heywood — Avó
Stuart Wells — Michael
Nicola Blackwell — Debbie

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

HILDA HILST uma grande mulher...



Hoje andei lendo um dos livros de Hilda Hilst, como gosto do jeito que ela escrevia, de como foi capaz de falar de amor de um ângulo diferente do que costumamos observar. Escrevia sobre quase tudo, mais o que mais me atrai é que a homossexualidade estava presente em alguns de seus poemas, algo belo e cru. A força arrebatadora de seus poemas nos leva a uma introspecção singular.
Era a única filha do fazendeiro de café, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst, filho de Eduardo Hilst, imigrante originário da Alsácia-Lorena e de Maria do Carmo Ferraz de Almeida Prado. Sua mãe, Bedecilda Vaz Cardoso, era filha de imigrantes portugueses.
Por várias vezes teve seus trabalhos levados ao palco, e ainda hoje tem tido suas obras encenadas pelas melhores companhias de teatros do Brasil. Alguns de seus textos foram traduzidos para o francês, inglês, italiano e alemão. Em março de 1997, seus textos Com os meus olhos de cão e A obscena senhora D foram publicados pela Editora Gallimard, tradução de Maryvonne Lapouge, que também traduziu Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Muitas de suas obras se esgotaram e não eram encontradas até que a Editora Globo republicou vários títulos. Atualmente com capas brancas e pequenos desenhos coloridos ilustrando cada capa, ficou muito bom mesmo.

 DO DESEJO(HILDA HILST)
E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.

Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível

E o que eu desejo é luz e imaterial.

Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Meu ALL STAR


O tênis All Star esta cada dia mais colorido e cheio de detalhes. Eu me lembro de um que customizei após muito tempo de uso, enchi de desenhos que lembravam tatuagens de henna. Hoje já podemos encontra-los assim, sem precisar de muito trabalho. É claro que um tênis bem surrado e limpo fica bem legal e pode compor um look bem casual.  Graças a Marquis M. Converse que fundou a Converse Rubber Company em 1908 lançando uma linha de calçados esportivos. Mais ele evoluiu, o menino de lona ganhou irmãos de couro, ficou multicolorido, ganhou desenhos, ficou com ar muito mais divertido.
Em 2003 a Nike comprou a Converse por US$ 305 milhões. A empresa passava por muitas dificuldades financeiras pelo fato de ser uma linha de tênis mais baratos. O All Star continua com preços acessíveis para muita gente, o que o torna uma peça básica do guarda-roupa.   









sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Lojas Renner... Vai bem...


As Lojas Renner tem uma coleção magnífica, e para esse final de ano o lema é "Quais são seus desejos para 2011?". Bom, a idéia é bem legal, pois mexe com com nossos planos para o futuro, quais são nossas expectativas, e nada melhor para começar uma nova fase do que ir as compras e mudar o guarda-roupas. O lance é passar por todas as etapas que antecedem os festejos, tudo preparado para dar sincronia e ajustar cada um  no tempo e lugar certo.  
Este ano teremos as festas mais coloridas de todos os tempos. É claro que ao mesclar peças é preciso que haja cores em comum nelas. O lance é estar sempre produzido mesmo, nada de andar desleixado por ai. Festas, trabalho, formaturas, viagens, confraternizações e eventos afins. 

Então aproveite...
Vá as compras e curta muito cada momento.































quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Trinta anos da morte de John Lennon



Aconteceu em 8 de dezembro de 1980, Lennon foi baleado com cinco tiros na frente do hotel onde residia. O atirador foi Mark David Chapman, trazia consigo uma copia do "APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO", se dizia fã de Lennon. Ele permaneceu no local até que a polícia chegasse. Foi julgado e sentenciado a prisão perpétua. Uma das últimas fotos de John Lennon vivo, feita pelo fotógrafo amador Paul Goresh, exibe Lennon autografando o álbum Double Fantasy para seu futuro assassino.
Logo após a notícia da morte de John Lennon, que correu o mundo, uma multidão se juntou em frente ao Dakota, com velas e cantando canções de John e dos Beatles. O corpo de John foi cremado no Cemitério de Ferncliff, em  Hartsdale, cidade do estado de Nova York, e suas cinzas foram guardadas por Yoko Ono.
Alguns anos antes de sua morte vivia recluso, gravou e compôs algumas músicas em sua casa. Em 80 gravou um novo album, Double Fantasy, com canções dele e de Yoko. Starting Over" e "Woman" atingiram o primeiro lugar nas paradas de sucesso. Ainda fizeram sucesso "Watching the Wheels" e "Beautiful Boy", sucesso que foi impulsionado pela morte de John Lennon.  Ele estava em uma nova fase de sua vida, passava a maior parte do tempo com o filho (Sean), era um homem dedicado a causas humanistas, lutava contra o racismo e dizem que chegou a ser investigado pelo FBI por tais envolvimentos políticos. 

Em abril de 1982, Paul lança o álbum Tug of War, que inclui um som em tributo a John, chamado "Here Today".
Em 1988, os Beatles foram incluídos no Hall da Fama do Rock and Roll durante seu primeiro ano de elegibilidade. Em fevereiro de 1994, os três Beatles ainda vivos se reuniram para produzirem e gravarem canções adicionais para algumas gravações que eram de Lennon.  Em 2000, surgiu a compilação One, contendo as 27 canções de maior sucesso da banda de 1962 a 1970. A coleção vendeu 3,6 milhões de cópias em sua primeira semana e mais de 12 milhões de euros em três semanas em todo o mundo. A coleção também chegou ao primeiro lugar nos Estados Unidos e em outros 33 países, e tinha vendido 25 milhões de cópias em 2005 (tornando-se o nono álbum mais vendido de todos os tempos).

A casa em que John Lennon morou na  infância.
Cresci ouvindo bandas como Holling Stones e The Beatles. Ícones como John Lennon, mudaram meu modo de ver o mundo. Gerações inteiras foram e tiveram seus sonhos embalados pelas músicas do rapazes de Liverpool. Muita gente famosa também se espelhou em suas canções, a música mudou com a "Beatlemania", uma verdadeira revolução na indústria fonográfica. 








Paciente compra hospital de Araras (SP) onde contraiu HIV

Uma ex-paciente que contraiu o vírus HIV na Santa Casa de Araras (168 km de São Paulo) decidiu participar do leilão realizado para angariar verbas para o pagamento da sua indenização. A instituição foi condenada pela Justiça e a alternativa encontrada foi colocar parte do complexo de edifícios à venda.
De acordo com o advogado da paciente, Luciano Lamano, como no primeiro leilão não compareceram interessados, a opção de se tornar proprietária do prédio e depois revendê-lo pareceu mais conveniente.



"O problema deixou de ser jurídico e passou a ser apenas comercial. Agora temos mais agilidade e poder de negociação", afirmou. Segundo Lamano, empreendedores locais já demonstraram interesse em comprar o prédio.
A quantia arrematada, de cerca de R$ 9 milhões, estava acima da indenização concedida pela Justiça, e a atual proprietária da Santa Casa teve de desembolsar R$ 63 mil para pagar a diferença.
A intenção agora, de acordo com Lamano, é manter a estrutura hospitalar, mesmo porque os aparelhos e tudo o que funciona no interior do prédio ainda pertence à Santa Casa. O advogado da instituição não foi localizado pela Folha para comentar a decisão.


MARÍLIA ROCHA
NATÁLIA CANCIAN
COLABORAÇÃO PARA FOLH
A

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Que tal uma pizza?????????


Foi num desses fins de semana que resolvi receber meus amigos  para comer pizza e papear.  Mais eu precisava de receitas bem práticas. Achei muitas, mais escolhi duas que resolvi publicar para meus leitores.


1ª RECEITA
Tempo de Preparo:
 40 minutos  

Ingredientes
- 2 e 1/2 xícaras (chá) de fariha de trigo
- 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
- 1 e 1/2 colher (sopa) de fermento Fleischmann
- 1 xícara (chá) de água morna
Modo de Preparo
Coloque a farinha de trigo em uma tigela e misture o azeite. Dissolva o fermento na água morna e incorpore à farinha, misturando bem com uma colher de pau e uma espátula de plástico. Depois trabalhe com as mãos, até obter uma massa um pouco pegajosa. Forme uma bola com a massa, cubra com um guardanapo e deixe repousar em lugar quente por 30 minutos até crescer. Trabalhe um pouco a massa com as mãos, levemente enfarinhadas, e forme uma bola. Divida-a do meio e amasse ligeiramente cada metade, obtendo dois círculos espessos.
Rendimento: 2 pizzas de 30 cm de diâmetro

2ª RECEITA
1 Kg de farinha de trigo
2 colheres de banha
1 ovo inteiro
2 tabletes de fermento biológico
1 xícara de óleo
1 pitade sal
1 pitada de açúcar
5 xicaras de água
Coloque a farinha em uma bacia e acrescente o fermento, o sal, açúcar, ovo e o óleo.
Coloque a água em uma panela e quando estiver morna misture a banha até desmancharEm seguida acrescente aos poucos na massa até obter ate o ponto de sovarSove bem, abra com o rolo, uma massa bem fina, como a de pizzaria mesmo e coloque em formas untadas com óleo e farinha.